Sobre os meus moleques

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Está mais do que na hora de eu apresentar oficialmente os dois "zamôs" que dividem o apartamento comigo. Tá certo que já rolaram algumas fotos deles por aqui e rola o tempo inteiro no instagram, mas tá faltando explicar o por que deles serem tão maravilhosos na minha vida. Imagens não bastam, mesmo já ficando claro que eles são duas coisas lindasdedeus.
O salsicha: Rico. Desconhecidos na rua me julgam por esse nome e eu tenho preguiça de explicar que é o diminutivo de Enrico Augusto. Brincadeiras como "poxa, e eu sou pobre" rolam a valer e continuarão rolando pelo resto de nossas vidas porque né: preguiça. E talvez porque se eu citar o nome composto seja até pior. Enfim, sobre esse cotoco só digo uma coisa: Gênio do Mal. Enrico consegue te convencer de que você é a pessoa que ele mais ama nessa vida em questão de segundos. Pelo menos é isso que ele faz com todas as visitas daqui de casa. Inclusive ele sempre deixa escapar um pouco do "xixi do amor" quando alguém chega. Seres humanos passam rapidamente a acreditar que têm uma ligação especial com o bichinho (dependendo do caso, uma ligação de outras vidas até), quando na verdade as coisas que realmente têm importância para ele são: o gosto do seu sapato, o nível de dificuldade para abrir a sua bolsa, que ele vai conseguir abrir de qualquer jeito, e o gosto do seu dinheiro. Dentre essas três coisas, saquear carteiras e destroçar notas de Real é a mais divertida. Ele pode acabar com o seu rolê em questão de segundos. E ele jamais se arrependerá disso, assim como ele jamais sentirá qualquer tipo de remorso em fazer drama para que eu pense que o Jota está sacaneando ele. Resmunga, chora e grita muitas vezes sem o "irmão" nem encostar nele e abana o rabo quando é flagrado. Apesar disso, existe muito amor sim. Muito! Adora colos, dormir de conchinha e beijar bocas humanas. Se ele conseguir roubar um beijo de língua então, que costuma acontecer com os desavisados, ganha o dia. Melhor que o tal beijo, só quando o Jota enfia a língua inteira dentro de uma das orelhas dele.

O branquelo: Jota. Quando era filhote muita gente achava que ele tinha um "que" de labrador, mas agora dá pra ver que ele é um vira-latão desengonçado que talvez tenha algo de Jack Russel Terrier. É extremamente sorridente, carente e pinéu. Tem a cara mais gostosa de apertar e, por ele, entraria em uma luta eterna com qualquer um que resolvesse fazer isso. Se atiça por qualquer coisa, inclusive quando eu espirro. Pesa em torno de 16kg e acha que é do tamanho do Rico; que pesa 5, por isso sempre tenho um ou outro hematoma pelo corpo. Se joga em cima de qualquer um como se não houvesse amanhã, mas tenho certeza de que é porque ele pensa que não possuímos ossos, já que não existe cinismo ou sadismo na alma desse gordelo. Tudo pra ele é motivo de festa e zuação. ADORA enfiar toda a cara do Rico na boca, sendo o pescoço uma boa alternativa também, mas sei que isso é pra demonstrar todo o amor que sente pelo irmão. Detesta levar bronca - fica boladíssimo, diferente do Rico que nem liga e que inclusive se vinga destruindo algum sapato ou meia que esteja dando sopa pelo apartamento. Jotão curte muito também comer o próprio cocô de vez em quando, acha gostoso e tal. Apesar dessa inocência toda, dá um trabalho danado na rua quando está "seguro" pela coleira e vê qualquer outro cachorro ou idoso, parece uma fera. E detesta um dos porteiros do meu prédio, mas sei que isso se deve ao fato desse mesmo indivíduo não ir muito com a minha cara.

Rico me ajudou numa fase extremamente difícil: quando descobri que o meu cachorro de 18 anos, e que morava em Santos com os meus pais, tinha câncer e virou praticamente uma plantinha. Foi uma época em que eu chorava a toa, em todos os lugares/todas as horas e a partir do momento em que o Rico chegou em casa eu passei a ter em o que pensar além de "vou perder o meu velho em breve e semana passada pode ter sido a última vez que vi ele". O Jota já chegou meio que do nada porque um casal não pôde ficar com ele. Até tentei arranjar donos e consegui candidatos, mas boicotei todos porque me apaixonei loucamente por esse urso branco (obrigada pra sempre, Carla Mara). A minha rotina é muito mais alegre por conta desses dois e nas minhas bads pesadas eu sempre encontro um pouco de consolo em lambidinhas e mordidas na cara.

*Essas fotos são de mais de um ano atrás e encontrei elas ontem durante uma limpeza/backup de hd. Não resisti, tive que publicar essas. Jota ainda era um filhote magrelo. <3

10 comentários:

  1. sempre achei os bichanos o remédio mais eficiente pra qualquer deprê. e ainda acho, sempre que bate a bad paro pra conversar com os bichanos daqui de casa. 4 gatos e 2 cachorros (sem contar o passarinho e os peixes).

    e ó, mesmo sem conhecer, só pelas fotos já dá vontade de abraçar os seus. lindos.

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    1. Que delícia!!!! Você tem um monte! Ainda penso muito em ter um gato <3

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  2. ai meu deus que vontade de morder! eles são muito gostosos e aquela foto do rico correndo/pulando então... Dê um carinho neles por mim!

    www.yesshedoes.com.br

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    1. Sim, é um nível absurdo de gostosura. rs
      Beijos no seu baconzito :*

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  3. ♥️ricoto maroto💚jotão amilhão

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  4. Seus cachorros são lindos :3, eu tenho 2 e uma gatinha preta. E, com certeza é o melhor tipo de terapia xD

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    1. Ai, sim! Ainda penso em um gato no futuro!
      Beijo

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  5. Eu é que digo obrigada para sempre :***

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  6. Eu é que digo obrigada para sempre :***

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